12 fevereiro 2013

Bento 16 enfrentou escândalo de pedofilia e suspeita de corrupção

O papa Bento 16, que anunciou sua renúncia nesta segunda-feira, foi escolhido como chefe da Igreja Católica em 2005 no lugar de João Paulo 2º.

Conservador, o cardeal alemão enfrentou durante o seu pontificado duros ataques contra Igreja Católica em escândalos e crises que foram apontados como responsáveis para o afastamento de fieis nos últimos anos.
Entre 2009 e 2010, Bento 16 teve de lidar com um volume crescente de acusações de que representantes da Igreja ajudaram acobertar casos de pedofilia em comunidades nos EUA e na Europa.
A Irlanda, um dos principais países envolvidos no escândalo, viu vários bispos e membros da Igreja renunciarem em meio às denúncias. A crise teve efeitos também no país de origem de Bento 16, a Alemanha, onde houve relatos de abusos em comunidades católicas.
Diante das críticas, o pontífice fez, em uma visita ao Reino Unido, em 2010, uma das críticas mais duras à sua igreja. Declarou que as autoridades católicas não foram vigilantes o suficiente e não souberam agir com rapidez nos casos de abusos sexuais cometidos contra crianças por padres católicos.
Na visita, Bento 16 chamou a pedofilia de "perversão" e disse que é necessário deixar aqueles que sofrem "dessa doença" o mais longe possível de suas possíveis vítimas, uma vez que o "livre arbítrio não funciona" quando a pessoa está acometida deste mal.
Os casos de suspeitas de pedofilia motivaram, por mais de uma vez, pedidos de perdão por parte do pontífice.
FONTE: FOLHA ONLINE

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